Confiança

08maio08

O sítio da Assembléia Legislativa fez um relato dos depoimentos de ontem na CPI; abaixo está o trecho referente ao depoimento do Prof. Ronaldo Morales:

O terceiro e último depoimento da noite foi do ex-presidente da Fatec de 2001 a 2004, Ronaldo Morales, que assinou dois contratos da entidade com o Detran – o primeiro, emergencial, em 1º de julho de 2003, válido por 180 dias; e o segundo, em 19 de dezembro de 2003, para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2004, com prazo de 60 meses. Morales disse que, na ocasião em que assinou o primeiro contrato da entidade com o Detran, lhe foram apresentados outros quatro contratos – com as empresas Pensant Consultores, Newmark, Carlos Rosa e Rio del Sur. Ele afirmou que, como presidente da Fatec, não era sua atribuição efetuar as negociações sobre o projeto ou elaborar a formatação dos contratos. Essas tarefas estavam a cargo da secretaria executiva da Fundação, ocupada por Silvestre Selhorst.

“Toda a operacionalização dos contratos era feita pela secretaria executiva. Era praxe, os presidentes não se envolvem nos detalhes dos projetos. Ele (Silvestre) era o homem de confiança. Nenhum documento seria assinado sem passar pela secretaria executiva. Ele disse que o contrato estava certo para assinar. Em nenhum momento manuseei ou analisei os contratos, porque não era função do presidente”, disse Morales. Ele afirmou também que “a Fatec não procura ninguém” para propor contratos e que o projeto com o Detran surgiu a partir de uma aproximação entre a Universidade Federal de Santa Maria e a autarquia. Segundo Morales, a universidade dispunha de tecnologia para a aplicação de provas de seleção em mais de 400 municípios gaúchos.

O ex-presidente da Fatec afirmou que nunca teve contato com nenhum dos responsáveis pelas empresas subcontratadas. “O único que eu conhecia, mas por ter sido meu professor, foi o José Fernandes (sócio da Pensant)”...”

Era praxe mesmo, pelo que se ouve no campo. Se isso não erafunção do presidente, são outros contos a serem contados. A notícia da Assembléia não informa quem promoveu, nas palavras do Prof. Morales, a “aproximação entre a UFSM e a autarquia”. Tampouco informa se os deputados perguntaram ao Senhor Então Presidente do Detran, Carlos Ubiratan dos Santos, porque foi que deixaram ficar sem prazo para a licitação do substituto da Carlos Chagas. Como é que um índio tão organizado foi esquecer esse prazo, será que perguntaram isso ao Sr. Ubiratan?

O depoimento do Prof. Ronaldo reforça as responsabilidades do Senhor Secretário Executivo, chamado por ele de “homem de confiança”. Ainda que mal pergunte, confiança de quem? E quando ele diz que lhe foram apresentados os demais contratos com as “sistemistas”, quem lhe apresentou? Carlos Ubiratan, Silvestre ou quem?

Como se diz no campo, nessas coisas é bom ser mais desconfiado que cego casado com mulher bonita! Convivi com o Prof. Morales por alguns anos, ele como Diretor do CCSH, eu como Chefe do Departamento de Filosofia. Acredito no que ele disse na CPI. Acho que nesse barco ele não era remador. Estava na presidência da Fatec, manteve as praxes. Confiou demais no CêTêGê da Fatec. Por vezes, como diz um poeta que não me alembro bem, a delicadeza e o excesso de confiança na patronagem faz a nossa vida se atrapalhar feio.

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