Na cidade gaúcha de Santa Maria…

08maio08

Alguns leitores do blogue reclamaram que foram comprar a Época nas bancas na tarde de hoje e havia sido um rapa maior do que a Rolling Stone do Padre Lauro, não havia uma só para contar o causo. Conto o causo, ou melhor, deixo por conta da revista, o trecho mais importante:

“Na cidade gaúcha de Santa Maria, o Prefeito Valdeci Oliveira (PT) contratou sem licitação o Idort para prestar ‘consultoria administrativa e financeira’ ao município. Pagou pelo serviço R$560 mil. Segundo a própria prefeitura de Santa Maria, o Idort mandou oito consultores para a cidade. Entre eles estava Eduardo Grin, funcionário da Intercorp e braço direito de Luís Lima na empresa. A Prefeitura de Santa Maria disse não saber se o Idort subcontratou a Intercorp, mas Grin afirmou a Época que nunca foi funcionário do Idort. Entre 1999 e 2003, ele foi funcionário registrado da Intercorp.”
O Idort é uma empresa veneranda, de mais de setenta anos de praça, e tem no seu conselho consultivo até o Antonio Ermínio de Morais.
Veja como ela se apresenta:
“Somos a primeira empresa de treinamento corporativo do Brasil que, com seu pioneirismo, transformou tradição em inovação.

Fundada em 1931 por um grupo de intelectuais, educadores e empresários em resposta a crise de 1929, introduziu no Brasil o planejamento, a pesquisa e métodos de trabalho que somente eram vistos nos países desenvolvidos da época.

Há mais de 70 anos, o IDORT, uma instituição de caráter educativo, científico-cultural, de fins não econômicos, contribui para o desenvolvimento e a qualificação da administração pública e privada no Brasil

Para isso, utiliza os métodos e tecnologias mais recentes, adequadas à realidade brasileira e à economia global, além de ser a maior empresa provedora de conteúdos do Brasil e possuir um dos maiores quadros de consultores de reconhecimento internacional.”
Veja agora a apresentação que a Intercorp faz de si mesma:
“Desde 1993, a Intercorp trabalha ajudando grandes corporações a fomentar suas capacidades de gerenciamento e inovação, tornando-as mais inteligentes, capazes de competir em um mercado cada vez mais dinâmico e cheio de incertezas.  Ao longo desses anos de trabalho e intensa vivência em ambientes organizacionais complexos, estudamos, desenvolvemos e aplicamos conceitos, métodos e instrumentos para o desenvolvimento da competitividade. Contudo, entendemos que para acompanhar o ritmo das mudanças, não basta dominar conceitos e se adaptar às novas realidades; é preciso criar novos paradigmas, novas formas de gestão, de comunicação, de relacionamento, de produção e de aplicação de conhecimento – é preciso INOVAR. É essa convicção que orienta o trabalho da Intercop e que faz com que estejamos sempre à frente, aliando o tradicional ao novo; buscando, incessantemente, novas formas de auxiliar as organizações a produzir inovações e potencializar a sua capacidade competitiva.”
O que a imprensa anda investigando é o fato dos diretores das duas instituições negarem haver relações entre elas.
O que me deixa curioso e cheio de dúvidas é essa história de “grandes corporações” e “mercado dinâmico”. 
Vou ali carnear uma ovelha.
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