Raposas e ouriços

10maio08

Isahia Berlin escreveu um ensaio que ficou particularmente famoso, intitulado  “O ouriço e a raposa”. Há tradução,  publicada no livro “Estudos Sobre a Humanidade”, da Cia. das Letras. Ele começa assim:

“Há um verso entre os fragmentos do poeta grego Arquíloco que diz: ‘A raposa conhece muitas coisas, mas o ouriço conhece uma única grande coisa”.

Pensando sobre o episódio Fatec/Detran/Ufsm e sobre como todos nós reagimos a ele, me ocorreu que a sabedoria de Berlin se aplica aqui, mais uma vez; eu prefiro desconfiar dos ouriços. Ouriços, para mim, são aqueles que, quando a gente conversa sobre o tema, sacam do bolso um grande culpado e uma solução salvadora.

Na foto do campus, aparece o prédio 74, onde funciona o Departamento da Filosofia. É no edifício comprido e amarelo, perto do planetário, na linha das árvores. Na Filosofia hoje predominam as raposas. Nem sempre foi assim. Eu mesmo já tive meus dias de espinho. Nas eleições do sindicato, amanhã, por exemplo, sou tentado a aplicar a mesma metáfora do Berlin, raposas e ouriços.

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