Rodin, além do Mampituba e implicatura conversacional simples

11maio08

Neste final de semana a história da Operação Rodin atravessou o Mampituba. A revista Carta Capital publicou uma extensa matéria de capa sobre o tema. A revista deslocou o foco do assunto para o governo de Yeda Crusius e tratou com mais crueza e distanciamento alguns dos implicados locais. Até agora o tema estava circunscrito ao pampa gaúcho; agora virou assunto nacional. A nossa Fatec é chamada de “quartel-general onde se planejavam os desvios de dinheiro e a distribuição de propinas entre os participantes da fraude”. O ex-reitor, Prof. Paulo  Sarkis, ganhou foto e legenda: “Segundo a PF, Sarkis usou fundações da Universidade de Santa Maria (sic) para desviar recursos”.  A revista erra ao falar em “fundações” e nos rebaixa da categoria de Federal. O demais que fala a legenda está sob investigação. Sobra chumbo grosso para o Secretário Germano, que fala hoje na CPI do Detran. E o atual reitor colhe butiás: “A mudança na rotina de fraudes e desvios no Detran ocorreu porque o novo reitor da UFSM, Clóvis Silva Lima, colocou-se contra a atuação das ‘sistemistas’ e recusou-se a assinar documentos da Fatec, enquanto o esquema de Ferst não fosse desmontado. Por essa razão, Vaz Netto optou por contratar a Fundae, entidade sem ligações administrativas com a reitoria. Sem a Fatec, o lobista Fernandes, dono da Pensant, e Sarkis, ex-reitor da UFSM, perderam a influência na quadrilha”. Parece haver um ponto cego na descrição feita pelo repórter: se foi esse o papel do atual reitor, como ele explicaria o fato da autoridade não haver protestado antes, quando era vice? E por que a atual reitoria não denunciou a sub-contratação da Fatec pela Fundae, se sabia de tudo? Ou quando se fala em “denuncia anônima”  de um professor, não foi bem assim? Enfim, o repórter afirma, mediante implicatura conversacional simples, que o atual reitor sabia do esquema Ferst.

A gente, que não sabe de nada, tem mais é  que esperar, sem falar muito, num mochinho confortável. Para ler matéria da Carta Capital, clique aqui

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One Response to “Rodin, além do Mampituba e implicatura conversacional simples”

  1. Olá Ronái, como vais?
    Vou perder as eleições da sedufsm. E estou a perder estas revistas curiosas e seus redatores que não são pagos para tegiversar.
    Belas fotos as tuas. Daqui a cinquenta anos estarei nestes pagos para ver por um google earth da vida onde estará o memorial mariano da rocha, os campi e a reitoria da unipampa, as árvores do calçadão que um gênio da raça mandou cortar e otras cositas más?
    Abraços para ti.
    Guina


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