A coceira e o comichão

12out08

“Muita saúva e pouca saúde, os males do Brasil são”, dizia o Mário de Andrade no Macunaíma. O filósofo Quine dizia algo parecido com o seguinte: em filosofia, como na vida, a gente deve se coçar apenas onde sente o comichão. 

“Muita coceira onde não há comichão.”. Devezemquando eu pensava numa frase como essa quando o tema era a situação da formação de professores no Brasil. O livro que escrevi foi uma tentativa de coçar mais perto do comichão. Ao ver o que as revistas de massa dedicadas à educação andam publicando até dá vontade de ter uma esperancinha. Estou lendo a Nova Escola, cujo número desta semana (216) traz na capa esta pergunta: “Por que cursos de Pedagogia ruins formam professores despreparados para ensinar os alunos.” Na matéria, a professora Estela Giordani, da Ufesm, diz que a distância entre os cursos de Pedagogia e a realidade escolar “se evidencia na análise das ementas dos cursos de Pedagogia: apenas 8% delas citam a palavra ‘escola'”. Mais de quarenta por cento dos estudos de um pedagogo é voltado para o estudo do funcionamento dos sistemas educacionais e para os fundamentos da educação, diz o texto. 

Não devemos coçar onde não comicha, diria um Quine gaudério. Volto ao tema logo.

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One Response to “A coceira e o comichão”

  1. Ronai,
    De fato, educação é uma coisa muito séria para ser deixada nas mãos dos pedagogos.
    Grande abraço simpsoniano (itchy e scratch é sempre o máximo)


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