Opinião

18abr09

Agora que temos dois candidatos ao cetro de reitor, gostaria de saber o que eles pensam sobre esse avanço quase revolucionário feito pela Comixão Desconsultiva. Mas sei que, como candidatos que são, diante do falso consumado, precisam ficar quietos e agüentar, não apenas o desregramento,  mas também os apoios que chegam, alguns através da imprensa. O Diário de hoje noticia que o ex-aluno do Curso de Geografia da Ufesm, João Luiz Vargas – o Pelado, como era carinhosamente chamado pelos colegas – abriu apoio ao seu companheiro de partido.  Apoio, como se diz na política, a gente tem apenas que agradecer, não? Quanto à opinião dos candidatos sobre o fato da turma do pijama apitar no mesmo pio dos ativos, que fazer? A Comixão, numa penada, mudou regras praticadas tacitamente durante vinte anos. Foi um grande avanço.

Em direção ao abismo e à tolice.

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2 Responses to “Opinião”

  1. Ronái meu caro Ronái.
    Eu mesmo acho que o certo é dizer que esta eleição não tem nada a ver com que os professores sérios e algo experientes pensam sobre o que é uma universidade. Eu mesmo não vou votar e tenho vergonha antecipada de saber que é possível que algum professor seja capaz de votar e legitimar uma eleição eivada de vícios ocultos e declarados como esta. Uma universidade não é um circo, um pequeno circo, onde cada palhaço tem um voto. Uma universidade é outra coisa, mas se você precisa explicar teu interlocutor não será capaz de entender. Infelizmente na UFSM a maioria dos atores não têm idéia do que seja uma universidade e portanto não serão capazes de entender o que está acontecendo nesta eleição. Até por contatos do além é bem capaz alguém votar, sabe-se lá se o poleiro das almas penadas da universidade está atualizado. Eu, no meu tempo livre, vou defender a idéia de qualquer professor universitário lotado na UFSM que votar nesta eleiçao não tem idéia do que seja uma universidade, portanto não tem meu apreço e meu respeito. Quem tiver coluna vertebral e um cérebro digno de memória simplesmente tem de boicotar esta palhaçada e tocar a vida sem valorar ainda mais estes basbaques.
    Pronto.
    Bom final de semana meu caro. E reforce o Underberg. Não vai ser uma dose que vai amenizar o desconforto desta mediocridade atávica. Qualquer coisa “Prende o grito”, como se diz nestes pagos.
    Pronto.
    Este é meu ponto: não vote. não legitime uma falcatrua. não dê respaldo a uma tolice, não converse com imbecis que não têm idéia do que seja uma universidade pública brasileira. eu mesmo só me comportarei desta forma até o dia das gloriosas eleições ufesmianas
    Ah! Se for o caso, participe do Bloomsday. Eu não jogo sujo no Bloomsday. Não mudo as regras. Respeito todo mundo. Como o Joyce faria.

    • 2 ronairocha

      Caro Guina, estarei lá no Bloomsday, onde não há jogo sujo. E vou pensar no teu convite para não legitimar a tolice demo-corporativa perpetrada pelos três diretórios. Mas eu quero deixar esse assunto do boicote para o momento adequado. Por amor ao entendimento, vou esperar mais uns dias. Eu gostaria de saber quais palavras e argumentos foram usados para o empacotamento dos votantes, por exemplo. Dependendo das palavras que foram usadas, vai ficar mais claro o teu ponto de vista: essa eleição marcará de vez um rompimento interno entre o grupo que leva a universidade a sério e quem a usa para jogos adolescentes. Houve um tempo, nos anos oitenta e noventa, em que se falava dos grupos: o grupo do B, o grupo do S. Quando surgiram havia uma boa discussão. Depois, o mundo mudou. Depois de 1985, quando retomou-se a normalidade democrática, os sindicatos engataram uma marcha lenta de autismo e fizeram de conta que nada havia mudado. O grupo do B foi terminando, não resta quase mais ninguém nos ativos. E o grupo do S, que era muito forte e bastante centrado em coisas de Universidade, foi se espraiando para outras assessorias e terminou atropelado. Eu sei que mesmo baleado na paleta eles ainda estão em atividade, vide e vade. O que resta de espírito universitário na Ufesm está disperso em atividades individuais de professores ou de pequenos grupos de ensino e pesquisa. Daí meu interesse no simbolismo da atitude do diretório dos professores, que não deu uma linha até agora para tentar justificar uma decisão autocrática de sua diretoria, que afeta a forma como se compreende o que é administrar uma universidade. Se eu tivesse assento no CU, faria a proposta de cancelar essa autorização dada aos diretórios; a escolha da lista seria feita apenas no âmbito dos conselhos. Seria uma forma de dar um troco para os diretórios.
      Sim, quem sabe a gente amadurece a idéia de fazer uma campanha contra a participação nessa consulta. Eu não descarto a idéia.


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