Recordando

11maio09

O affair das gravações voltou a abrir as feridas da Governadora. As gravações voltam a trazer para a cena um antigo funcionário da Fatec, Lair Ferst. Reli uma antiga entrevista do mesmo sobre o assunto:
ZH – Como o senhor se tornou funcionário da Fatec?
Ferst – Eu tinha conhecimento do funcionamento do Ministério das Comunicações em função de o ex-deputado Nelson Marchezan (do PSDB, morto em 2002) ter sido secretário nacional de Comunicações. Como eu trabalhava com o deputado aqui no Estado, fiquei conhecendo um pouco do ministério. Em 2003 saiu edital informando que a Anatel faria licitação. Fui contatado pela Fatec para ajudar a montar o projeto.
ZH – O senhor ofereceu os serviços da Fatec para o Detran?
Ferst – Estava trabalhando na Fatec. Sou amigo do Carlos Ubiratan dos Santos (na época presidente do Detran) há 30 anos, mas fazia tempo que não conversávamos. Um dia eu o encontrei.
ZH – Onde foi esse encontro?
Ferst – Acho que no Parcão. Disse que estava trabalhando na Fatec. Passaram-se uns 15 dias, ele disse que tinha um assunto para falar comigo. Nessa conversa ele me disse: “seguinte, tem um contrato da Fundação Carlos Chagas com o Detran que terminou e tem uma cláusula que me proíbe a renovação do contrato, já foram feitos cinco aditivos, estou sendo obrigado a renovar com insegurança jurídica, estou apavorado”. Perguntei como era o serviço. Ele disse que era elaborar provas de carteira de motorista. Eu disse: “olha, Bira, amanhã estou indo a Santa Maria, tenho uma reunião na Fatec e vou colocar isso”.
ZH – E depois o senhor ofereceu os serviços da Rio Del Sur e da Newmark, pertencente a seus familiares, para a Fatec?
Ferst – Eu presenciei a dificuldade da Fatec (em dispor de alguns serviços previstos no contrato com o Detran), informei a eles o seguinte: “existem duas empresas que não são empresas de inteligência nem de auditoria, mas existem hoje, algumas com atividade. Se vocês oferecerem contratos elas podem ser reestruturadas para esse objeto”.
Eu sou mesmo muito esquecido. Não me lembro se alguma reportagem ou cepeí esclareceu quem foi mesmo que, como diz Ferst, em nome da Fatec, fez esse contato com ele.
Eu sou mesmo muito distraído. Não tinha bem claro que foi o Ferst quem “colocou” a Fatec no Detran, no tempo em que era funcionário de carteirinha da mesma.
E esse Ferst era mesmo um festeiro, como diz a governadora? Quanta coisa!

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