O mundo

02jun09

Pescando (1 of 1)
Em poucos minutos os meninos pescaram vários peixes. Fiquei olhando de longe, fotografando. Logo fui percebido e um deles pegou o balde e veio até onde eu estava, no início da plataforma. Ofereceu os peixinhos para isca, um real cada. Contei oito peixes, paguei. “São meus, agora, não?” Peguei o balde e soltei os peixes na água. Pensei que o menino pudesse estranhar o que eu havia feito. Se estranhou, ele disfarçou bem. Na hora achei que tudo o que ele queria fazer era pescar os peixes de volta para me vender de novo, eu não tinha como carimbar os peixes e dizer para ele que aqueles que eu havia comprado não podiam ser pescados de novo, agora eram meus. Agora os peixes eram da lagoa de novo, eram deles mesmos. Impotente, dei as costas e parei de fotografar a gurizada. O mundo é que nem a lagoa, muito grande.

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