As cartas na manga

10jun09

Hoje pela manhã o ex-reitor da Ufesm, atualmente réu, ocupou os microfones de uma rádio local e arengou contra a atual reitoria. O reutor informou ter representado contra os atuais por omissão de informação adequada no processo que, entre outros, lhe imputa algumas responsabilidades no tal do caso Rodin.
Tinha razão um certo jornalista da Boca do Monte. Na hora agá o ex volta a cena, redivivo, para participar da campanha.
Eu acredito em santos, fique bem claro isso, mas a minha lista é muito enxuta e nela não está incluído nenhum dirigente da Ufesm, atual ou passado.
Eu tenho uma nostalgia de coisas que não vivi. De tragédias ao estilo grego, por exemplo. Como diz minha querida Martha Nussbaum: “a tragédia mostra pessoas boas fazendo coisas más, coisas que, em outras situações, seriam repugnantes ao seu caráter e aos seus compromissos éticos; e fazem essas coisas em virtude de circunstâncias cuja origem não reside nelas. Alguns desses casos são mitigados pela presença de um constrangimento físico direto ou de uma ignorância desculpável”. (In: A Fragilidade da Bondade, p. 21)
Fique claro: eu não penso em desculpaiva o colega que migra de uma candidatura para outra e volta ao mesmo lugar quatro anos depois, como mostrou a fala de hoje do reutor. Esse perfil pede apenas para ser o que é, pena ao vento das vaidades, se tanto.
A Ufesm, no que toca ao Rodin, vive uma tragédia. Nela embarcaram dezenas de colegas, alguns por constrangimento, outros por ignorância desculpável. Na medida em que todos sabemos que a tragédia está apenas nos primeiros atos, que faltam muitos outros envolvendo os cepedês, farmacopéias, anvisas, enfermagens, e muitos outros etecéteras, o mais adequado seria a gente deixar a tragédia de fora na hora simbólica da eleição para reitor.
Mas não é isso o que está acontecendo. No melhor estilo do fundão do Brasil, aparecem umas cartas na manga.
Da camiseta rota.
Se não fosse a terrível e trágica coincidência, seria o caso de haver uma tagemrepor daquele maproga de visãotele, sobre as organizações jarataba e a influência do prof. kissar na campanha para torei da ufesm.

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One Response to “As cartas na manga”

  1. 1 Delmar Bressan

    Caro Ronai,
    tive o desprazer de ouvir a entrevista do professor Sarkis. Não há dúvida que ele entrou na campanha. Atacou diretamente o atual Rei-tor e o candidato oficial. Como já alertava o Claudemir Pereira, a turma do ex-magnífico desembarcou em uma das candidaturas. Aliás, independente dessas tentativas de ressurgir das cinzas, o longo reinado Sarkis terá que ser passado a limpo pela UFSM. A instituição mudou perigosamente o seu perfil a partir da ascensão do professor e de “seu grupo”, para usar expressão do próprio em sua entrevista matinal.
    Um grande abraço ao amigo.


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