Os dossiês

15jun09

Não li nenhum e detestei todos. Nos fazem sentir como miseráveis munícipes de algum obscuro município de algum rincão perdido no fundão do Brasil.
E a picolezada que tomou conta do campus da Ufesm, entre bandeirolas verdes e pirulitos vermelhos me deixa roxo de vergonha. Um vivente do campo que por ali passe vai se perguntar sobre a motivação que está por detrás de tanto dinheiro colocado fora. Eu disse colocado fora. Ou algum imbecil vai votar motivado pela quantidade de pauzinhos coloridos enterrados no chão do campus? Trata-se de uma agressão à inteligência dos habitantes do campo. Ou uma homenagem à falta dela? Nem em Fim do Mundo, com todo o respeito, se vê algo parecido.
A Comissinha Consultiva vai pedir aos candidatos uma prestação de contas?
Ao invés de se discutir universidade, organização de ensino, crise das licenciaturas, reforma universitária, a campanha desabou para o ad hominem e as mais variadas formas de ataques pessoais, incluindo a ressurreição de aposentados enroscados com a justiça brandindo dossiês disse-e-não-disse.
A Assembléia Universitária, dos tempos do reitor Benetti, abriu um período de populismo na universidade, segundo uma versão corrente nas alas conservadoras do campus.
A consulta da Comixão, a paródia de consulta, mais as atitudes do líder da ala conservadora do campus fecharam o dito período. Espero que os historiadores da Ufesm tenham a sensibilidade de entender isso.
Demorou vinte e poucos anos para dar esse empate. Elas por elas, diria um malvado.
O tempo nos devolveu todos à mesma cova rasa. É hora de recomeçar o jogo.
Sem ofensas: a consulta está nua e é muito feia.

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One Response to “Os dossiês”

  1. 1 Delmar Bressan

    Caro Ronai,
    pela primeira vez – desde os anos 80 – não votei na eleição para Rei-tor da UFSM. Por razões múltiplas: descrença nesse tipo de processo (penso que a “consulta” serve hoje muito mais para legitimar grupos de interesse do que para fazer a Instituição progredir em termos de democracia, transparência administrativa, inovações acadêmicas), fragilidades dos candidatos (as discussões sobre a Universidade não saíram do lugar comum), nível da campanha (a luta, ao final, era para saber quem tinha mais vínculos com o episódio Fatec/Detran) etc… Lamentável!
    Há, no entanto, um item que continua a requerer longo e demorado exame: o reinado Sarkis e os seus efeitos sobre a UFSM. Teremos que, em algum momento, tirar tais esqueletos do armário.
    Um fraterno abraço


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