Para onde vamos

25jun09

Em uma universidade ao sul do Equador, uma de suas unidades queria, como se diz, “democratizar-se”. Para isso, decidiram que o dirigente da Unidade, que precisa, segundo a lei de Zilbra, ser nomeado pelo Rei-tor da universidade a partir de uma lista tríplice (todos os democratas candidatos são funcionários públicos da federação de Zilbra) deveria ser pesquisado por meio de uma Comissão de Pesquisa de Tendência de Interesse. O Conselho dirigente da tal unidade nomeou uma tal Comissão de Pesquisa de Tendência de Interesse. A tal Comissão de Pesquisa de Tendência de Interesse pesquisou a tendência de interesse da comunidade do tal centro. E informou o resultado ao conselho dirigente. E o conselho dirigente informou ao reitor o resultado da pesquisa.
Esses procedimentos são chamados, ao sul do equador, de “democracia”.
Quem duvidar, que consulte as portas da uni-dade.
Comissão de Pesquisa de Tendência de Interesse!!! Como diria aquele apresentador da Rede Bobo, é fantástico!
O que não se faz em Zilbra para driblar as leis!

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4 Responses to “Para onde vamos”

  1. 1 Henrique Severo

    Professor Ronái,
    sou vestibulando, e venho lhe constatar algo que talvez nem mesmo a banca de filosofia tenha percebido. Em outras palavras, o que quero dizer é que o programa de conteúdos de filosofia da ufsm não apresenta o conteúdo de forma detalhada, com isso os professores (e professoras), dos “cursinhos” e colégios, apesar de não admitirem, passam os conteúdos sem segurança alguma, tendo em vista a vageza do programa de matérias (desculpa-me a repetição da idéia). Ou seja, teóricos como Stuart Mill surgem em provas como a do Vestibular Extraordinário, e nós, meros estudantes de nível médio, sem nunca ouvir falar do mesmo, somos obrigados a fazer uma interpretação acadêmica sobre um texto do mesmo- lembrar que a nossa capacidade de leitura, ainda, não alcançou um nivel acadêmico. Convém, também, lembrar das sacadas de lógica, que regularmente aparecem com termos desconhecidos, ou que não são comentados nas nossas salas de aula, como a tal de ”falácia por composição” que surgiu no vestibular ead, e outras mais. Por isso tudo professor, peço-lhe algo que possa orientar os estudos de vestibulandos, que assim como eu, sentem-se perdidos em relação ao excelente vestibular da ufsm. Para isso, sugiro um programa que detalhe mais os pontos a serem cobrados no campo da lógica, e uma lista de filosofos que a banca tem maior predileção (pois conhecendo previamente o pensamento dos mesmos, garanto-lhe que a interpretação se torna mais “digesta”).
    Bom professor, gostaria de agradecer a oportunidade de poder me expressar. Além de te dizer que gosto muito de teu blog, o qual foi indicado por um professor de um cursinho.
    Ah, espero ansiosamente alguma resposta!
    Henrique Severo.

    • 2 Ronai

      Caro Henrique, obrigado pelo questionamento. Concordo contigo que o programa tem uma certa vagueza, mas creio que isso foi intencional, pois pior seria, talvez, um programa super detalhado, que engessasse os conteúdos. É claro que esse programa vago tem necessidade de uma contrapartida: as questões precisam ser suficientemente amplas e de interpretação, baseadas em um vocabulário mínimo. Pelo que vejo, é isso que a UFSM tem tentado fazer; pode ser que, por vezes, apareça alguma questão mais complicada, mas isso não deve ser a regra. Fica certo que teu comentário ajuda no debate do tema. Muito obrigado!

      • 3 Henrique Severo

        Professor, muito obrigado! Essa resposta só demonstra que a UFSM tem professores competentes e preocupados com o nosso aprendizado. No entanto, como vestibulando, ainda acho o programa um pouco vago.

  2. 4 Henrique Severo

    Gostaria, pelo menos, de saber qual é o verdadeiro objetivo da UFSM com a prova de filosofia? Qual é o conhecimento que a banca quer que os alunos carreguem? Uma sugestão para facilitar a nossa interpretação de textos filosóficos? Enfim, algumas sugestões, que mesmo com um programa um tanto quanto vago, possa fazer com que eu me situe melhor, vá para a prova com segurança, sem fazer a prova de filosofia com medo, como tem ocorrido nos últimos vestibulares. Só para tu ter uma idéia, é justamente filosofia a matéria que baixa a minha pontuação na UFSM (o que é um caso, quase que geral, entre os meus colegas de “cursinho”). Desculpe a minha insistência, mas ajude essa classe de pré-vestbulandos a se situar melhor!


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