Minha alma portuguesa

17nov10

Fiquei um tanto assustado hoje no campus da Ufesm com a idéia de abolição do sofrimento, sugerida por um conferencista que por lá apareceu. Confesso que o susto- almas portuguesas reivindicam especial lugar para o sofrimento na condição humana – me impediu de seguir com calma os argumentos e por isso deixo o assunto para outro momento, quando puder compreender melhor os argumento do conferencista. No evento, promovido pelo Departamento de Filosofia, houve uma teleconferência, que quase foi abortada pela queda da rede de internet do campus. Um tecnico comentou que a rede do campus foi programada para uns quatro mil computadores, e hoje temos ao redor de dezesseis mil máquinas operando na universidade. A rede é lenta, tropeça, vacila e cai. Toda a administração da Ufesm depende da rede, e ela não é lá grande coisa, se vale o numero de vezes que ficamos sem ela na semana. Sem falar no fato que a disponibilidade de sinal sem fio no campus é restrita a um ou dois lugares meio roubados. Seria bom se soubéssemos de grandes planos para essa área, que pudessem ser realizados logos.
Minha alma portuguesa curte um sofrimento, mas não dispensa um Ipad rápido, sem falar no Kindle. Mas de que valem esses dispositivos em uma rede capenga?
Falar em capenguice, a moratória da atual gestão terminou, não? Eu não tenho nada contra a atual gestão, mas se entendo bem certas falas no ar, ela padeceria de um baixo coeficiente de escuta, mal dos mais comuns, mas pouco perdoável quando ligado a certas bandeiras. A ver.

Anúncios


3 Responses to “Minha alma portuguesa”

  1. Os valores professados pelo filósofo inglês dessa manhã já vem, há algum tempo, sendo traduzidos pelo colega Gabriel Garmendia em nossos corredores. Passei a tarde e o início da noite com o sujeito e com seu camarada, como o senhor viu, e quem conversa – em mau inglês, como eu – com ele nem desconfia da magnitude de seu projeto [Foucalut]inigualável de controle bio-político[/Foucault] da humanidade. Suas idéias assustam gente enraizada na História, como eu, que vê na evolução controlada uma espécie de suicídio, já que a própria condição é negada (e superada?). Tentei, como pude – e não pude – indagá-lo sobre a necessidade dessa abolição. A impressão com a qual fiquei é que não sofri de verdade na vida pra defender o sofrimento e que, qual certa fábula de um fatalista sendo torturado, meu castigo justo seria sofrer de verdade. Ainda fui convidado – insistentemente – a voltar à meus valores morais vegetarianos (veganos, mais precisamente). Mas, mesmo um filósofo da ética aplicada sabe que promessas de sartreanos não valem nada.

  2. don ronái, como vais?
    se é para sofrer te mando uma notícia amarga: pois agora que encontramos a folha em uma das bancas de jornal santa-marienses eis que encontrei um mapa da pobreza no brasil onde santa maria é explicitamente citada como imersa no bolsão de pobreza gaúcho.
    você viu isto? não há ufanismo que resista.
    abraços.
    guina

  3. Eu quero saber se vai ter mutação genética pra todo mundo ou só pra “burguesia”. Enquanto isso a chinelagem vai continuar tomando a velha cervejinha, sem ‘wireheadings’ que resistam a uma boa cachaça de vez em quando. E os barbudos do ‘mal’ passarão longe dessa ficção ‘capitalista’.

    “Vixe”!


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: