“É muita trapalhada …”

13ago11

Li a entrevista do Nelson Jobim na Piauí. Matéria longa, oito páginas, assinada por Consuelo Dieguez. Quem conhece um pouco o Jobim vai reconhecê-lo em cada linha da entrevista, recheada por detalhes de biografia. Eu convivi com Jobim algum tempo. Ele, já professor no Direito, inscreveu-se no Mestrado em Filosofia da Ufsm e foi um excelente aluno. Discutimos muito diversos temas de filosofia da linguagem e semiótica e desde então o gosto dele pela filosofia somente aumentou, pelo que me dizia. O trato com ele desde então me permite pensar que ali na Piauí ele está bem apresentado e à vontade. A passagem famosa, sobre as trapalhadas de Brasília, a fraqueza da Ideli e os desconhecimentos da Gleisi surge naturalmente na conversa. É o que parece. Mas nem tudo o que parece é. E o que fica parecendo é que Jobim saiu como quis, com um “timing” adequado. Afinal, depois da provável próxima queda de Wagner Rossi, quanto tempo vai levar para que comece a conversa “que se vayan todos”?
Muita gente faz alarde sobre as dificuldades de responder a pergunta sobre por que o brasileiro não protesta contra a corrupção. Eu não sei a resposta, mas não gosto de nenhuma das que li.
Eu só acho que o povo não é burro. Cada coisa tem seu tempo e para matar a galinha o pescoço precisa ser esticado.
Acho que Jobim sentiu um clique no pescoço da galinha.

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One Response to ““É muita trapalhada …””

  1. Não conheço o Jobim, Ronái, mas agora isso começa a fazer sentido para mim.


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