A propósito do escrito de hoje do presidente da SEDUFSM, no Diário de Santa Maria,”Professor da UFSM também é trabalhador”

21maio12

Uma opinião sem base, totalmente fora da realidade. Assim é possível qualificar o “a pedido” publicado no Diário de Santa Maria, na segunda-feira, 21 (“Professor da UFSM também é trabalhador”), de autoria do Presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFSM, Rondon de Castro. Em primeiro lugar, transparece distanciamento e desinformação sobre a universidade em que está lotado.
As afirmações feitas pelo Presidente do Sindicato, estranhamente para a área em que atua, passam por cima do fato que para o cidadão comum, o que mais interessa é a quantia de reais que o trabalhador recebe no final da jornada de trabalho. Assim, valendo-se de um jogo de conceitos, o Presidente do Sindicato tenta convencer o leitor do jornal que não se deve confundir salário com, digamos, salafrário, mesmo quando o saldo bancário do operário o numerário é superavitário.
Faltou ao Presidente do Sindicato o que faz a fama dos gaúchos: um pouco de sobranceria, respeito, altaneiridade. A SEDUFSM enfiou a mão na burra e sacou as patacas para atacar um professor que teve a iniciativa de submeter ao editor do Diário de Santa Maria um artigo de opinião.
Ao invés de responder com outro artigo, na mesma seção, fazendo o jogo das opiniões e da democracia, o Presidente do Sindicato usou os cobres sindicalizados para pagar uma tarja preta que atacar a opinião de um colega.
O texto é uma enrolação, um exemplo claro do desvairio e da perda total do sentido de realidade por parte de alguns setores do movimento sindical. Trata-se de opinião chapa branca, que infelizmente inaugura um procedimento nunca visto na história sindical de Santa Maria: um professor submete um artigo a um Jornal; o jornal aceita e publica; o Sindicato publica uma nota de ataque na qual cita no nome do professor e o acusa de distanciado, desinformado, sem base, fora da realidade.
Distanciado, desinformado, sem base e fora da realidade é a atitude patrocinada oficialmente pela SEDUFSM; a SEDUFSM deveria reconhecer, publicamente, o equívoco cometido no dia de hoje, que desonra o movimento sindical de Santa Maria.
Trata-se de um caso evidente de assédio moral e financeiro, que desonra o espírito democrático daqueles que, como Hegel, fazem da leitura matinal do jornal uma oração.
A propósito, distanciada, desinformada, sem base e fora da realidade é a proposta de greve na Universidade Federal de Santa Maria. Mas isso são outras alienações, típicas do fundão do Brasil.

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