O Barão de Munchhausen e o paradoxo da breve

31maio12

O Conselho de Ensino e Pesquisa da Ufesm reune-se amanhã, pauta normal. Os estudantes decidiram fazer ali a primeira barrigada: vão pedir, não o trancamento do arco, mas o trancamento do calendário de aulas. Da graduação, por certo, que a breve, entre outros efeitos visados, é para acentuar a cunha de separação entre graduação e pós, vide o patético jargão condenatório do “produtivismo acadêmico” promovido pelo Desandes e amplificado pela localidade. A ironia que não escapará aos estudantes mais espertos é essa: se os professores estão em breve, não podem ir na reunião do Cepe. Se estão na reunião do Cepe, não estão na breve e não podem suspender-se a si mesmo em reunião do Cepe. Trata-se do conhecido paradoxo do Barão de Munchhausen, aquele que se levantava do chão puxando os próprios cabelos. Mas nesses tempos de sulrealismo, convém estar preparado, não?

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