O comprimento dos direitos

26jun12

Meu amigo alemão não cansa de se surpreender pelo tamanho de certas coisas aqui no Zilbra, em especial do comprimento dos direitos de protesto no campus da Ufesm. Eu achei que ele estava falando sobre o “cumprimento dos direitos”, mas era sobre o tamanho mesmo. Ele me disse que leu uma notícia que dizia que o Comando Nacional de Breve havia escrito uma carta para a Capes e CNPq e outros fomentadores da ciência, na qual eles pediam que fossem suspensos os prazos estipulados para as pesquisas acadêmicas, “a fim de que o direito de greve seja cumprido.”
“Bem, aqui eu achei que cabiam as duas palavras”, disse ele, “cumprido e comprido”. “Direito cumprido e comprido.” “Crande!
Eu vi brotar um raio de compreensão no olhar dele, que se transformou, imediatamente, num esgar de assombro.
“Os crevistas querem que os calendários de fomento sejam suspensos turrante a creve parra que os professores possam fazer creve.” E acrescentou, “nem Beckett, nem Ionesco, nem Kafka terriam essa idéia!”
Eu estava num intervalo da minha ultima aula do semestre e tive que sair do bar. Ele disse que depois ia me mostrar que não estava me pregando uma peça. Ele tinha que revisar as notas que tomou no Colóquio de Ética e Sentimentos Morais. Ficamos de conversar mais tarde sobre tal improvável tema.

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