FSP, 01/09/2012

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5 Responses to “FSP, 01/09/2012”

  1. 1 E. Burke

    Argumentos ilustrativos colocados pelo líder sindical docente local coletados nos posts, e algumas exegeses breves (e irônicas) feitas por um docente denominado de “fura-greve”, logo ignorante, individualista, e despolitizado….
    Os argumentos do lider (na sua contextualização) podem ser econtrados aqui:
    http://www.sedufsm.org.br/index.php?secao=noticias&id=1412
    Argumento 1.“
    ….., QUALQUER TENTATIVA de constrangimento ao exercício desse direito é – legalmente – considerado ASSÉDIO MORAL. Em especial, alguns chefes e coordenadores se arrogaram no direito de convocar pessoalmente, por ofícios, memorandos etc colegas que decidiram respeitar decisão de assembléia da categoria, provocando constrangimentos, já que estavam se valendo do exercício do poder para que os grevistas retornassem ao trabalho, que realizassem tarefas etc. Tal imposição de poder, que vem acompanhada da ameaça de punições administrativas não são aceitas pela justiça trabalhista e pela Constituição brasileira.”
    Exegese de 1:
    a) entenda-se: o Sindicato é agora a própria JUSTIÇA….Agora é o Sedusfm (e o discurso de seu líder) que JULGAM e determinam EX-ANTE o que é ou não assédio moral, o que é ou não é legal…..Puxa, ainda bem! Agora posso dormir tranquilo… pois sei que temos a verdadeira “instituição” para zelar pela justiça, e pela nossa segurança legal… Esse Ministério Público foi sempre um problema mesmo….
    Argumento 2..
    ”…E sabes também o que é a democracia: a maioria define e a minoria atende. Em rápida pincelada, é isso. O que diz sobre o direito ao trabalho a quem quer trabalhar é simplista: estamos no estado de direito, justamente porque temos regramentos que regulam esses direitos. Aquele direito que o senhor se refere diz respeito a uma decisão de assembléia da categoria (aceita pelo Estado, reconhecida pelas leis trabalhistas e pela própria Justiça).”
    Argumento 3…
    “Se os TAEs consideram necessário o bloqueio de alguma unidade para fazer valer o direito coletivo de ver uma de suas decisões de assembléias ser respeitada, o único órgão que pode julgar isso é a própria categoria em coletivo (e nunca uma opinião pessoal, individual).”
    Argumento 4.
    “Ainda sobre esse assunto: apesar da greve, nenhum professor foi tirado de sala de aula. Caso isso fosse verdade, certamente o senhor teria uma experiência pessoal para contar ao netos, já que, além de não participar das atividades sindicais (ou se informar, já que, como disse, demonstra enorme desinformação)deu suas aulas normalmente. Isso é o mais grave: ter conhecimento de uma decisão coletiva e ignorar sua aplicação. Que dizer daquele que transgride uma decisão coletiva? Que exerceu seu direito? Pelo regramento da democracia isso é inaceitável.”
    Exegese de 2,3 e 4:
    a) Ah! …ainda bem que acabamos com essa tal de “liberdade individual” (sim…aquela burguesa segundo alguns; finalmente ela foi extirpada esses pilares relações legais e sociais ocidentais …);….agora, o nosso baluarte legal é “o mundo do coletivismo trabalhista”..logo o direito ao trabalho individual é (num passe de mágica…) é um direito subordinado ao coletivo…ele pertence ao Sindicato. Se o indivíduo egoísta quiser trabalhar durante a greve a justiça vai lhe punir…!! Se quiserem constestar que criem o SNGQT – Sindicato dos não-grevistas e querendo trabalhar. Nada de subordinação hierárquica ao chefe de departamento, ao Diretor, ao Reitor, à justiça brasileira. Coisas do passado….O must agora é todo poder ao Sindicato; além disso, este lhe garante receber o salário inclusive quando não estavava, mas no seu direto em greve.Huummm Mas atenção cuidados com as imitações:… o poder sindical bom é o do Andes o legítimo…aquele outro, “o sindicato pelego” criado pelo governo (o nosso patrão (?)…) não serve hein! O Andes sim é o caminho, a verdade, e a luz.
    Argumento 5.
    “A questão da greve foi discutida. O que significa que não houve apenas uma assembléia, como reza sua simplista observação, mas um processo (até cansativo) de deiscussão, que passa pelas assembléias nas seções sindicais locais, reuniões no colegiado do setor das federais, preparação para o congresso anual do ANDES-SN, Conselho de Associações Docentes etc… Um processo longo, cansativo, presencial (sim, discutimos vendo o branco dos olhos do interlocutor). Quanto ao plebiscito eletrônico, certamente que seria mais fácil, mas impediria um debate presencial, além de ser francamente inseguro, facilmente manipulável. Para se ter uma idéia, o plebiscito feito pelo peleguifes (entidade criada pelo governo) sobre a “negociação” foi respondida até por estudantes, segundo denúncias feitas por docentes da Ufscar.”
    Exegese de 5 (por partes):
    a) A chama da verdade, a luz da razão, a lógica do argumento estão no “branco dos olhos do interlocutor”…Lembra-me até aquela música do Vincíus “Pela luz dos olhos teus”..é uma “química” meio estranha essa…
    PS: sr. Rondon, desculpe-me mas.. eu não me sentiria à vontrade com o sr. olhando nos brancos dos meus olhos não… mas esta é só uma questão pessoal! Sem ofensas….
    b) o plebiscito eletrônico “impediria o debate presencial”…Hummm acho que é exatamente pra isso que ele serve: para substituir o debate presencial… Entendo,… exageros da retórica….acontece. Exegese não se aplica.
    c) “o plebiscito eletrônico é francamente inseguro, facilmente manipulável….Entenda-se: esses docentes são uns oportunistas mesmo. Às vezes são como alguns alunos que querem colar nas provas …não temos jeito mesmo, só pensamos em fraudar eleições e consultas etc! Huuummm argumento revelador…
    Argumento 6.
    “…. tornando a universidade em um colegião de terceiro grau e jogando os docentes na competição por bolsas e recursos, em um produtivismo que faz com que 70% dos nossos docentes tomem algum tipo de medicamento por causa do exercício profissional. E que 25% destes sejam medicamentos de tarja preta. E que 25% de todos os docentes se afastaram durante o ano de 2010 para algum tipo de tratamento médico, cujo mal advém do exercício profissional. E mais, professora, esse produtivismo e o adoecimento docente, tem sido contagioso para nossos estudantes: eles também estão sendo vítimas desse processo avançado de exploração física no exercício profissional do docente”.
    Exegese 6:
    O ANDES e o Sedusfm advertem: cuidado! ser professor universitário federal faz mal à saúde…do professor e dos estudantes. Cuidado com seus filhos, famílias…não deixem que eles quieram ser professores. Fazer, mestrado, doutorado, preparar aulas, escrever papers faz muito mal à saúde ! Em algumas Universidades pode ter um virus chamado “produtivismo”…perigosíssimo!!
    Argumento 7.
    ”Não peça desculpas aos diretores do sindicato, eles apenas deram as condições o exercício democrático da greve, conforme reza os estatutos e regimentos. Deve pedir desculpas aos colegas que não ficaram parados e foram à luta, que são muitos (e ignorados pelo senhor) e que trabalharam muito não só em Santa Maria como nos outros Campi. Todos nós queremos o final da greve, ninguém gosta de greve e todos querem voltar ao trabalho. mas fique registrado que sempre há o momento de se deixar a folha dobrada e ir lutar por algo que não é apenas nosso objetivo pessoal, mas se submeter até a decisões que nos contrariam, mas são coletivas. Muitos deixaram suas coisas, seu produtivismo e foram lutar por todos, até pelo senhor, que desdenha essa luta (mas aceitará os benefícios)e comparece apenas para votar o que seu umbigo deseja(por falar nisso, sozinho, não tens como falar pelo que achas a ser “maioria” dos docentes. Falas por si, e só). É isso que regra nossa democracia”.
    Exegese 7:
    Sindicato… desculpai os “erros de conduta” deste pecador… não se deve ceder a tentação de não seguir os líderes incontestes do Sindicato; não se deve duvidar das boas intenções do ANDES!! Aqueles que apenas quiseram dar sua aulas…criarem e transmitirem conhecimentos cairam em tentação; devem reconheçer que estavam no pecado. Perdão, senhores ! Não se deve agir como docentes…mas como trabalhadores expropriados pelo patrão (este ESTADO sempre servil ao imperialismo capitalista), que lhe suga a mais-valia relativa e absoluta!!
    Argumento 8.“…
    meu discurso é claro e evidente quanto ao que penso e defendo. Não espere outra coisa.”
    Exegese 8: não esperem nada de mim além disso……..esse discurso é a minha vida!

  2. 2 Rogério Severo

    Olá, queria apenas reforçar o meu pedido para que todos os que são contrários à política atual do sindicato compareçam à próxima assembleia. Não faz sentido a gente continuar preso ao que diz e faz a direção do sindicato. Até aqui, a posição dos não-grevistas foi a de simplesmente assistir de longe o que eles fazem e lamentar. Mas depois da decisão do CEPE, não é mais possível apenas ficar olhando de fora, pois fomos todos obrigados a parar de lecionar. Então eu acho que agora a situação mudou e a única coisa razoável a se fazer é ir lá e acabar logo com isso.

    • 3 Alexandre

      Nos vemos lá hoje. Vamos ver se o Sr. Rondon e seus correligionários respeitarão a decisão da maioria, se ela lá estiver… ou se convocará mais uma assembléia ou tantas quanto necessário para manter a vontade da minoria…

      • 4 Róbson

        Ótimo. Lá estaremos, mas pelas declarações do Sr. R. haverá uma accirada tentativa de continuar. Quanto maior o número dos não-brevistas, tanto melhor.

      • 5 Róbson

        Acirrada, digo.


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