Eleições na Ufesm: e a questão da composição dos Conselhos Superiores?

20maio13

No dia 22/04/2013, a Sedufsm deu uma grande contribuição para o processo de “consultação” do próximo reitor da Ufesm quando entrevistou os postulantes sobre a questão da composição dos Conselhos Superiores.
Transcrevo a parte que interessa a esse tema:
Para Rizzatti e Lovatto, essa é uma questão controversa. Em sua avaliação, a composição majoritária dos docentes em Conselhos Superiores – tanto da UFSM como de outras universidades – nunca impediu avanços nos direitos dos demais segmentos, visto que, tradicionalmente, o segmento docente seria o menos corporativo em relação aos temas que envolvem seus direitos. “Se multiplicarmos os 70% propostos da participação docente e considerando a aprovação do substitutivo da Câmara dos Deputados, que prevê 1/3 de membros representantes da sociedade civil local e regional o peso dos docentes cairia para 46,7% (70% x 2/3). Consideramos esta proposta, com o Substitutivo, bastante equilibrada para uma transição até o tão almejado 1/3 + 1/3 +1/3”, analisam os docentes.
O atual reitor, Felipe Müller diz que, por força de lei, a universidade não pode mudar tal composição. “O que sempre tivemos aberto é discutir isso com a comunidade, e discutir é o que podemos levar para cima em termos de composição”, afirma.
Já para a dupla Burmann e Bayard, afirmar que “a paridade nos níveis de decisão da universidade é parte do que compreendemos como universidade com um modelo de gestão moderno, transparente, aberto, democrático e capaz de construir a si mesmo”. Ressaltam, contudo, que a democracia não reside apenas no voto, mas no compartilhamento e na co-responsabilidade no ato de governar.

Se entendi bem, uma das chapas subiu no muro, outra não recusa o almejado 1/3 e outra compreende a paridade como modelo moderno de gestão. Por razões diferentes em cada caso, não gostei de nenhuma delas. Eu não entendo como é que uma instituição como uma Universidade pode ter algum tipo de gestão na qual os docentes não tenham a ultima palavra sobre seu ensino, sua pesquisa, sua extensão.
Perguntei ao professor meu vizinho de sala se ele havia entendido a mesma coisa. Ele disse que sim, e acrescentou uma frase enigmática: “Os ovos estão chocando.”
Fiquei devendo. E sem candidato, se a coisa continuar por esse rumo.

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One Response to “Eleições na Ufesm: e a questão da composição dos Conselhos Superiores?”

  1. 1 Alexandre

    E como está a coisa agora? A falta de tempo me aflige cada vez mais…


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