Sobre a “infeliz mimetização dos movimentos operários”

27maio15

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Folha de São Paulo, página 2, hoje.

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3 Responses to “Sobre a “infeliz mimetização dos movimentos operários””

  1. 1 Rafael Bortoluzzi Massaiol

    Salário, aliás, oriundo da “arrecadação” de todos os brasileiros, principalmente a parcela mais pobre. Grupo cujos interesses a greve diz defender ao invocar os cortes na educação.

    É uma aberração dupla: em parte por aviltarem os operários de todo o mundo chamando essas férias coletivas remuneradas de greve, mas, mais fundamentalmente, pela própria estrutura monopolística dos sindicatos brasileiros. Quem dera fossem as expressões de livre associação dos teóricos do século XIX. Por enquanto, somos reféns desse discurso que defende o direito individual de greve, mas chama de pelego aquele que recusa usufruí-lo pois um órgão ilegítimo definiu que a “categoria” entraria em greve.

    Pergunto-me quando esses anjos, que vejo insistirem na necessidade de apoio discente, lembrar-se-ão da “categoria”, tão distante, dos estaduais…

    Ass.: um aluno de graduação, única “categoria” diretamente prejudicada com a greve.

    • 2 Alexandre

      É isso mesmo, Rafael. Resta agora os alunos se organizarem por um DCE que lute por seus direitos de alunos, e não por um sindicato que não representa nem um terço dos professores…

  2. 3 Alexandre

    Ronai, o que mais me chamou a atenção no texto do sr. Mello Franco não foi o caso em si citado por ele do prof. Aarão Reis, mas sim a postura dele, autor do texto, diante da atitude do prof. Aarão Reis. Talvez eu esteja deixando de ver algo ou olhando pelo ângulo errado… mas o texto me suscitou uma resposta que postei no meu FB, e que colo abaixo mais na esperança de que discordem do que concordem comigo:

    É triste que o autor precise usar a credencial de ex-integrante da luta armada (da esquerda no Brasil) como passaporte para justificar a posição anti-grevista de um professor num artigo de um jornalão como a Folha de SP, como se tivesse que conquistar os corações dos extremo-esquerdistas (uma minoria de alunos e professores que, ajudados pela inércia, medo e interesse político pessoal de alguns reitores, fazem das universidades públicas a sua casa) como modo de validar uma posição anti-grevista.

    Ora, o que valida uma posição de esquerda não é um pacote ideológico chavão. O mesmo ocorre com uma posição de direita. Quem definiu direita como xingamento, como sinônimo de anti-democracia, foi a extrema esquerda – que pode ser tudo menos democrática, e que por diversas razões conseguiu tomar conta das universidades públicas brasileiras. E quem define a esquerda como xingamento, como sinônimo de apologia ao crime, foi a extrema direita, que também pode ser tudo menos democrática. Agora, alguém que implicitamente se coloca na esquerda (como o autor desse texto) e que precisa apelar para um chavão para “fazer bonito” diante da extrema esquerda, é no mínimo suspeito… talvez covarde, pois parece precisar da aprovação de extremistas para não perder a imagem de moralidade (sempre falsa, é claro) atribuída à esquerda por ela mesma – como se a esquerda moderada tivesse sempre que se desculpar com a extrema esquerda por ser moderada… Ora, não é mais honesto assumir o centro? Não está mais do que claro que o radicalismo de esquerda banalizou totalmente o expediente da greve ao usá-lo (contra a vontade de uma maioria omissa) a cada dois ou três anos? Não está mais do que claro que a população, do rico ao pobre, que paga o salário dos radicais, não tem mais o pouco de paciência que lhe restava com essa gente? Não está mais do que claro, em pleno séc. XXI, que radicais de esquerda não são nem nunca foram democratas? Então por que desculpar-se com eles, sr. Bernardo?


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