canoa furada (1 of 1)No começo de 2015 traduzi uma parte da introdução do livro de Judith Butler, Bodies that matter. On the Discursive Limits of ‘Sex’ (NY, 1993), para ajudar nos debates que fazíamos sobre esses temas em nosso curso de Filosofia. Cheguei à Butler pela leitura de Gumbrecht (Produção de presença – o que o sentido não consegue transmitir, Contraponto, 2010). Ele a insere na lista de escritores que tem discutido certos “limites da interpretação”, a começar por Umberto Eco, mas também Jean-Luc Nancy, Karl Heinz Bohrer, George Steiner, Miguel Taussig e, surpreendentemente, Hans-Georg Gadamer: todos eles partilham, diz Gumbrecht, um maior reconhecimento ao “não semântico, ou seja, às componentes materiais dos textos literários”. Butler insere-se nessa lista na medida em que, no livro Corpos que importam, traz para a discussão “a materialidade do corpo e a inércia que essa materialidade opõe a qualquer tipo de transformação”. Isso faz dela uma sofisticada debatedora das opiniões dominantes no “construcionismo”, algo que fica indicado no próprio subtítulo do livro, “Sobre os limites materiais e discursivos do sexo”. O trecho que traduzi (para finalidades estritamente didáticas) está aqui nesse link:
https://www.academia.edu/12370038/Judith_Butler_-_Os_limites_discursivos_do_sexo_
É evidente que estou lembrando dessas leituras e da tradução que fiz como parte de duas lembranças. De um lado, lembro a universidade como o lugar onde podemos analisar “tópicos de risco graças à distância da torre em relação à sociedade” (Gumbrecht). Há uma insularidade na academia que é a condição de possibilidade de pensar aquilo “que não pode ser pensado em nossos mundos cotidianos” onde a pressão da hora simplifica em demasia o pensamento, que transforma-se em slogan. De outro, como podemos ficar indiferentes à forma como a professora Butler foi tratada momentos antes de entrar na sala de embarque? Ali, a mais evidente falta de educação pessoal tentou se disfarçar em protesto civil e político; chegaremos um dia a nos recuperar dessa vergonha?
A primeira onda da cidadania, lembrou T. H. Marshall, foi a da cidadania civil, no século XVIII, e com ela veio o direito à liberdade de expressão. Mas, lembrou ele, “o direito à liberdade de palavra possui pouca substância se, devido à falta de educação, não se tem nada a dizer que vale a pena ser dito“. A tragédia que estamos vivendo, nesses dias, parece que tende a se agravar, pois, ainda segundo Marshall, tudo piora quando não temos “nenhum meio de se fazer ouvir se há algo a dizer.”

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Em Semiótica 101 aprende-se que a tipologia clássica dos signos também nos permite pensar sobre o modo de funcionamento do pensamento humano. Assim, ícones, índices e símbolos não apenas nomeiam diferentes tipos de signos, que funcionam por semelhança (figuras desenhadas), por contiguidade (pegada na areia) e por convenção (palavras), mas designam formas de cognição. Assim, as metáforas mostram a presença do pensamento icônico, na medida em que orientam-se por analogias e semelhanças; as metonímias são casos de pensamento indexical, pois tomamos uma parte pelo todo. Mas tudo isso é muito mais complicado, e o mais complicado de tudo é que o pensamento simbólico não existe sem uma base formada pelo icônico e pelo indexical. Assim, o pensamento do sapiens é sempre um complexo simbólico que não apenas não elimina os níveis anteriores, mas os conserva em modos mais elaborados. Isso nos permite sugerir uma forma de apresentação do pensamento científico como uma sofisticação do pensamento indexical, pois a ciência, no final das contas, orienta-se pela pergunta: descontadas certas aparências, o quê vai com o quê? Simples assim.
Essas lembranças de Semiótica 101 tem me ocorrido por ocasião dos primeiros debates e entrevistas sobre Quando ninguém educa – questionando Paulo Freire. Esse “Paulo Freire” na capa do livro faz com que o leitor lembre, por semelhança, os ataques que surgem na mídia e em livros, mas também em movimentos como o “escola sem partido” e na proposta de destituição do patronato da educação brasileira. Assim, é natural surjam dúvidas sobre se o QNE (e esse seria o passo indexical), estaria no mesmo campo desses ataques ao patrono Paulo Freire.
Vou tentar esclarecer isso. Mais do que uma crítica ao Paulo Freire, ocupei-me com a forma como ele tem sido recebido; mas ao apontar algumas características da Pedagogia do Oprimido é evidente que fiz várias críticas ao livro; não preciso lembrar aqui que esse é o feijão e arroz da filosofia.
Os ataques a Paulo Freire, feitos pela “escola sem partido” e assemelhados são de outra natureza, mas uma síndrome de indexicalidade pode levar alguém distraído a não perceber isso, pois ela se deteria na semelhança dos significantes. Não há nada que eu possa fazer com relação a isso, a não ser pedir que a pessoa leia o QNE e seja honesta com a diferença de contextos; somente me ocupei com Paulo Freire no livro porque nenhuma abordagem da educação brasileira a partir dos anos 1960 faz sentido sem isso. E se fiz críticas a ele, muitas mais fiz a Saviani e aos desconstrucionistas, sempre no mesmo espírito. Podem ter sido mais ou menos felizes, mas foram feitas em um registro acadêmico.
O mesmo não se pode dizer da abordagem de baixa complexidade que vemos nos protestos. Em um caso, o “escola sem partido”, temos um movimento que se diz reativo às doutrinações, mas de base fatual nula e de bases conceituais ainda mais frágeis, que culmina na defesa de um maoísmo de sinal trocado: o controle dos professores pelos estudantes, no melhor estilo chinês dos anos 60. Isso sem falar na enorme confusão entre o privado (família) e o público (escola). O outro caso, os ataques ao patronato e os protestos de rua contra Paulo Freire, são episódios de psicopolítica misturados com linchamento intelectual que somente podem surpreender venusianos. Voltarei a esses temas em outro espaço de escrita.
É possível que ocorra a alguém a ideia de colocar o QNE em outros sacos que não o do jogo acadêmico. Isso seria semioticamente compreensível, mas desonesto. Há ocasiões em que a semelhança é mera coincidência. Quando não vemos ou não queremos ver isso e ficamos impressionados pela semelhança, misturaremos alhos com bugalhos. Ao invés de tentar compreender, esbravejaremos. Mas isso, como já observou um filósofo, não seria filosofia, seria apenas a idiotia da indexicalidade, uma variante patológica da desonestidade intelectual.


image001.png Quando ninguém educa; questionando Paulo Freire, o livro que escrevi em 2016 sobre pedagogia, currículo e formação de professores, está disponível, a partir de hoje, no sítio da Editora Contexto:
http://editoracontexto.com.br/quando-ninguem-educa.html
No local acima está disponível o sumário e a introdução. Aproveito o dia para agradecer a todos que me acompanharam nesses meses de escrita e espera de julgamentos. Em especial, quero agradecer aqui a acolhida que tive na Editora Contexto.


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Na semana passada aconteceu em Vale Vêneto um pequeno evento na área de Filosofia, ali no prédio dos Padres Palotinos. O ponto central do evento era o debate do texto de Max Weber, A Ciência como Vocação. Abaixo de chuva e frio, o que nos esquentou foi a conversa e o vinho. Ficou claro para nós que, cem anos depois, o texto de Weber ainda dá o que pensar e circula entre nós nas mais diversas mãos. Uma passagem dele está sendo invocada, por exemplo, pelo movimento “escola sem partido”. Fiquei pensando sobre a brutal atualidade e importância da conferência que é gêmea dessa, A política como vocação. Foi dela que me lembrei, faz 22 anos, quando surgiu um dos primeiros debates sobre o comportamento ético e político da esquerda brasileira. O debate envolveu José Genoíno e Cézar Benjamim.
Cézar havia se desfiliado do PT em alto estilo. Ele havia publicado um artigo na Folha, no qual acusava o PT de passar por uma crise ética, na medida em que aceitava e praticava condutas semelhantes aos demais partidos, em especial aceitando financiamentos de campanhas por empreiteiras. Genoíno, em resposta, na mesma Folha, (31.08.95, Qual é a crise do PT?) sustentou que a crise do PT não era de caráter ético, e sim de natureza política. A partir de um mote weberiano, Genoíno argumentou, contra Benjamim, que a política não podia ser confundida com a ética, mas que nem por isso ela era desprovida de valores. Nada mais weberiano do que isso. Essa observação foi feita junto à outra: “Na concepção da esquerda tradicional sempre imperou a máxima de que os fins justificam os meios”, e deveríamos deveríamos ver, contra a “esquerda tradicional”, que “fins e meios devem estar de acordo, que somente determinados meios podem ser legitimados pelos fins”. No final do artigo essa singela crítica da esquerda curvou-se levemente, pois ele termina o artigo dizendo que “deve-se abandonar no PT a presunção de que exista um partido único portador da verdadeira moralidade. Nem a esquerda é santa e nem o PT está corrompido”. Mas isso faz muito tempo, vinte e dois anos.Hoje o que mais se ouve são as vozes do silêncio. Vou aproveitar essa quietude de santos para reler A Política como Vocação.



Dias atrás tive uma conversa com o Athos, na Cesma, sobre os curiosos destinos e caminhos de nossa geração, especialmente sobre a forma como lidamos ou não com a crise das esquerdas nos anos oitenta.
Conversa vai, leitura vem, tirei da estante um livro de Merleau-Ponty sobre algo parecido. Fiz umas notas, caro Athos, um dos poucos leitores que me restam nesse abandonado blogue, vai aqui.
Merleau-Ponty, em um texto de 1960 (o prefácio de Sinais) fez uma espécie de balanço sobre as relações entre filosofia e política; aproveitou também para avaliar a atitude de engajamento que caracterizou boa parte de sua geração. No núcleo do escrito está a discussão das relações entre filosofia e política. Os filósofos falam muito sobre política, diz ele, traçam sobre ela sábias perspectivas, mas os afetados por elas parecem não prestar atenção nisso; porque será, pergunta MP, que os filósofos tem tanta dificuldade em admitir que simplesmente não sabem do que se trata? Há uma verdadeira “mania política entre os filósofos” e isso não produz nem boa política, nem boa filosofia.
De um lado, os filósofos inflacionaram a política com cóleras santas, com os problemas do ser e do nada, com uma imensa carga metafísica sobre “dialética” e “história”; o combustível dessa inflação, no entanto, é apenas a magra álgebra da filosofia. Como seria possível tirar de nossos esquemas simples, desse “centro metafísico”, pergunta ele, “a reassunção total das origens humanas num futuro novo, a política revolucionária?” O que ocorreu, com o passar do tempo (MP escreve no momento do fim da guerra fria e do começo da paz quente) foi uma permuta de vícios:
“Em vez de unirem as suas virtudes, filosofia e política estabeleceram desde então uma permuta dos próprios vícios: seguia-se uma prática ardilosa e um pensamento supersticioso”. (12)
O que se imaginava é que coisas como a dialética, a revolução e a história universal estivessem presentes em uma votação no parlamento, em um desenho de Picasso, este “magro espécime”. Devemos então, continua, promover o rompimento entre filosofia e política? Assim como nos casamentos, há boas e más rupturas e não seria o caso de que os dois devam ser abandonados em suas misérias. Muito menos seria o caso do divórcio falhar apenas em desfavor da filosofia, ele acrescenta.
É nessa altura que Merleau-Ponty dá seu adeus aos amigos que ainda se referiam ao marxismo como um pensamento “verdadeiro”:
“Dizemos que com os acontecimentos dos últimos anos, o marxismo entrou decididamente em uma nova fase da sua história, na qual pode inspirar e orientar análises, conservar um sério valor turístico, mas na qual já não é decerto verdadeiro no sentido em que se julgava verdadeiro (…).” (16)
Há quem pense que os únicos modos da existência intelectual sejam o verdadeiro e falso e contra isso ele diz que a história do pensamento opera de outra forma, pois alguns autores e obras viram “clássicos”, que falam para além de seus enunciados. São os livros que não tomamos mais ao pé da letra, mas cuja letra, de alguma forma nos ajuda a pensar os fatos novos. “Dizemos que Marx está em vias de passar a esta verdade segunda”.
Não é pouca coisa pensar assim. O cúmulo da arrogância filosófica era praticado por aqueles para quem o marxismo era “a operação da história posta em palavras”, e assim passaram a ser objeto de troça, pois pretendiam que “o ‘processo histórico’ passava pela sua mesa de trabalho.”
Ao dar esse adeus ao marxismo, em 1960, Merleau-Ponty comprometia-se com uma agenda de filosofia que não encontrou eco entre seus pares. Hoje a gente pode pensar que foi pior para eles. Hannah Arendt escapou disso, leitora atenta do francês.
Estamos em Maio de 2017, o tempo está feio, a tarde está fria. Deixo aqui um abraço ao Athos e aos outros nove leitores que ainda me restam. Fica aqui registrado esse modesto fichamento das reflexões do francês sobre a política como tragédia. Ou seria o contrário, sobre a tragédia como política?


Captura de Tela 2016-11-24 às 11.28.29.pngO Reitor da UFSM, ao comentar as ocupações e as tensões surgidas nos últimos dias em um vídeo feito pelo Sedufsm, mencionou algo que não deveria passar desapercebido. O comentário dele introduz no debate um tema que até o momento não foi objeto de discussão aberta. Em um certo momento de sua fala ele faz um elogio das mudanças ocorridas nos últimos anos na universidade na direção de “uma universidade inclusiva, que trouxe para dentro da universidade a diversidade, os pobres, os negros, os indígenas, como cidadãos e cidadãs com os mesmos direitos que toda a população brasileira. Talvez isso esteja incomodando alguns setores”. A fala dele é muito mais enfática do que parece na minha transcrição.
Eu não tocaria nesse tema não fosse o fato desse enfoque do Reitor já ter aparecido em outras manifestações públicas dele e, o que é mais relevante, ela surgir com força no meio de um manifesto em prol de distensão e paciência no campus. Pois o que chama a atenção é que, tanto quanto sei, as motivações abertas para ocupar ou desocupar o campus é o posicionamento quanto às medidas governamentais, em especial quanto à PEC 55. O que poderia ligar a questão da presença de “pobres, negros e indígenas” aos protestos contra a PEC? A questão é relevante pois ela surge com naturalidade na fala do Reitor, que insiste em mais de um momento no tema da “inclusão e respeito à diversidade”.
As disputas travadas no campus seriam então mais complexas e profundas do que sonham nossos protestos? Eu não tenho alternativa a não ser pensar que sim. Levando a sério as observações do Reitor (e por quê não as levaria?) há mais do que protesto contra a PEC nas ocupações. Haveria uma discussão sufocada, um tema de corredores, um “sobre isso não se fala” que explodiu. Seria, precisamente, sobre as formas de recepção dos “pobres, negros e indígenas”. Quais foram as medidas curriculares, pedagógicas e avaliativas que a universidade tomou sobre isso? Quais foram as formas de preparação de cada um de nós, professores, para lidar com as políticas de inclusão? Elas oscilaram apenas entre os dois extremos, o da recusa silenciosa e da aceitação improvisada? Eu escutei a fala do Reitor como uma explosão de desabafo perplexo; desabafo, porque nunca teria havido uma discussão e medidas razoáveis sobre o tema; perplexo, porque trata-se de mais um daqueles processos em que cada um de nós ocupa um papel, nem sempre dos mais brilhantes. Afinal, há ou não uma discussão de corredores, – e conflitos abertos em sala de aula – em muitos cursos da universidade sobre os “cotistas”?
Chama-me a atenção o fato de que os lemas das ocupações sejam, tanto quanto sei, de tipo nacional: contra a PEC, contra as reformas de ensino, contra Temer. Parece haver pouco espaço para esses temas mais espinhosos: quais as mudanças esperadas no cotidiano da universidade, quando temos no horizonte uma estatuinte? Quais as medidas de aperfeiçoamento da inclusão, se há conflitos que se escondem por detrás de uma “cortina de fumaça”, como afirma o Reitor? Haveria, nas ocupações, algo mais do que o alegado protesto contra a PEC? Isso parece ser evidente, mas é bem possível que o Senhor Reitor siga falando sozinho. E isso é uma lástima, pois, se ele tem razão (e me parece ter alguma), seguiríamos varrendo para baixo do tapete alguns males que podem muito bem ser melhor tratados.
Eu não concordo com a estratégia de trancar a única entrada de edifícios onde centenas de pessoas estudam e trabalham. Mas isso não me impede de ver que há algo mais nos céus do campus do que os helicópteros da Base Aérea. Mas sobre essas coisas escondidas por nuvens de fumaça parece que é muito difícil falar e assim, no final das contas, não me surpreendo muito.

(A ilustração é de Barbara Kruger, “Por que você está aqui?” fotografia e tipo sobre papel, 1991.)


captura-de-tela-2016-11-21-as-20-39-21Hoje pela manhã um juiz federal determinou que o Reitor da Universidade de Brasília providencie o fim das ocupações; se necessário, diz o despacho, seja providenciado o uso da força policial. Aqui na Boca do Monte alguns estudantes e professores entraram com representações junto ao Ministério Público e, no limite, algo parecido ao que se passa na UNB pode acontecer aqui.

O caso me faz lembrar um episódio em tudo semelhante, que envolve um nome importante da filosofia crítica alemã do século XX, Theodor Adorno. Vou resumir em duas ou três frases uma longa história, que posso detalhar depois. Adorno, junto com Jurgen Habermas, estava conduzindo um seminário de sociologia em Frankfurt. Na época (Janeiro de 1969) a Alemanha, na esteira do Maio de 68 francês, travava intensas discussões sobre reformas no sistema universitário. Os estudantes, muito mobilizados, fizeram diversas ocupações (também na esteira das ocupações que ficaram famosas na Califórnia, motivadas não apenas por temas universitários, mas pelo clima de protestos contra as convocações para lutar no Vietnã) e uma delas inclui o prédio onde funcionava o seminário liderado por Adorno. Adorno e seus colegas de instituto declararam então que a ocupação era, na verdade, “uma invasão e chamaram a proteção policial”. Eles escreveram e divulgaram uma longa justificativa, que terminava dizendo que não tinham outra alternativa que não essa, para “resistir à todas as tendências autoritárias e igualmente aos atos de violência pseudo-anarquistas levados a efeito por ativistas ostensivamente da esquerda, tanto quanto às ações cripto-fascistas de grupos na extrema direita.”
Como estou impedido de continuar com minhas aulas de História da Filosofia Contemporânea, fico com vontade de seguir por aqui contando essas histórias de quando um dos maiores frankfurtianos chamou a polícia para poder continuar com seu seminário. Ela é mais comprida do que contei e pode servir de consolo para nosso Reitor, Professor Burmann. Se ele tiver que chamar a polícia, saiba que um dos filósofos mais ilustres do século passado, incensado por muita gente  boa até hoje, já fez isso sem piscar.




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